sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quente demais!

Fantástica campanha da Ogilvy para Perrier. Não sei bem o motivo (!?!?!?!?), mas me lembrou Dalí!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Just Beat It

Hoje, os principais (e os não tão importantes) veículos de comunicação do mundo publicam a notícia da morte de Michael Jackson.
Desde o início da noite de ontem, não se fala em outra coisa na imprensa. Como parte do meu ritual matinal, tenho o hábito de “zapear” a TV durante o café da manhã e hoje o assunto era um só: a morte do maior astro da cultura pop de todos os tempos (Warhol teria feito uma exposição inteira só com ele, das sapatilhas ao chapéu). O que me intrigou em meio às "matérias" foi o fato de que toda a obra de Michael ficou um pouco ofuscada pelos escândalos que rodeavam sua vida. Durante os meus singelos minutos de hipnose televisiva de hoje, ouvi mais (já tinha ouvido tudo antes, muitas e muitas vezes) sobre sua vida pessoal que a respeito de sua arte. Perdi as contas de quantas vezes a famosa cena do bebê na sacada foi repetida enquanto apenas um pequeno trecho de “Thriller” foi exibido em um programa qualquer (são todos tão parecidos que é difícil distinguir em qual deles). É uma pena que a imprensa de hoje valorize mais as gafes das “celebridades” que o trabalho dos artistas.
Não sou, nem nunca fui um fã alucinado de Jackson, mas não posso deixar de dizer que fiquei abalado com sua morte. Se antes sabíamos (ainda com uma certa esperança de que estivéssemos errados) que não mais nos surpreenderíamos com as megaproduções ou as aparições apocalípticas do Michael Jackson dos anos 80 e 90, agora temos a certeza. Uma lacuna se abre, não só pela música, mas por todo um conjunto que, pelo menos sob a minha percepção, nenhum outro artista da atualidade será capaz de compensar.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Bas-fond virtual, ops, viral!


De tempos para cá, o chamado "Marketing Viral" ganhou destaque no mundo da comunicação. Parece-me que as pessoas descobriram que mais eficaz que espalhar uma idéia, é passá-la através dos canais certos, para as pessoas certas e deixá-la tomar força para que se multiplique por si só.

O fato é que nada é tão antigo quanto o nosso querido viral. Basta pensarmos na história da morte certa por ingestão de manga com leite, criada na época da escravatura e repetida por nossos avós até hoje ou lembrar da época de colégio na qual cada turma tinha pelo menos uma boca frouxa que se encarregava de distribuir com uma velocidade incrível qualquer notícia que chegasse aos seus ouvidos, não só através das próprias palavras, mas pela forma como divulgava a informação, o que deixava os seus receptores indefesos diante da vontade de repassar a pauta para alguém que lhes cruzasse o caminho. A diferença é que hoje, com o avanço dos veículos eletrônicos, a informação tornou-se tão veloz que se alguém se arrepende de haver divulgado uma informação qualquer, é tarde, o estrago já está feito. Daí, os olhares espertos de quem busca alternativas cada vez mais eficazes para alcançar o seu público-alvo captaram a capacidade que o ser humano possui de armazenar e disseminar com mais facilidade aquelas informações que são de seu interesse.

O que se conceitua nos dias de hoje como uma das poderosas ferramentas de marketing é nada mais nada menos que a nossa querida fofoca, o boca-a-boca, bas-fond, babado, só que organizado, pensado e com propósito, mesmo que isto não esteja explícito.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Publicidade: Técnica ou Dom?


Na semana passada, uma observação discente provocou um certo furor na minha turma da faculdade. Estávamos falando sobre alguns elementos que compõem o layout de uma peça (título, subtítulo, assinatura etc.), quando alguém no fundo da sala bradou: " - Isso tudo é bobagem.". O ambiente calou-se. Todos esperavam o complemento ou a explicação de tal afirmação. E o aluno emendou: " - Os grandes nomes da publicidade não chegaram a fazer uma faculdade.". Pois bem. Indignei-me. Não que eu considere que a idéia defendida pelo rapaz não tenha sentido, mas não consegui conceber que aquela frase havia sido proferida por um aluno de um curso superior de comunicação. Era, no mínimo, contraditório. Mas, pus-me a pensar a respeito. Pensei, pensei e cheguei a uma daquelas conclusões que ficam guardadinhas na nossa memória, ansiosas por um argumento externo que as excite novamente. Ok, considero que muitos atuam bem em suas profissões sem que tenham passado pelo mundo acadêmico para isso. Não os desabono, afinal de contas fui autodidata em diversos assuntos durante a minha vida. O dom para desempenhar uma determinada função é essencial em qualquer atividade, mas não é melhor que aliemos nossas aptidões naturais às experiências acumuladas de outras pessoas? Qualquer pessoa é capaz de criar. Mas não basta só isso, é preciso saber para qual canto o receptor vai olhar primeiro, ser capaz de associar as cores que você vai usar com o produto ou idéia anunciada, premeditando a sensação que cada uma delas irá causar mediante o contato visual etc. Vale a pena sim, especializar-se no que se faz, conhecer todas as nuances, as possibilidades e as opiniões de quem já passou por erros e não quer que você os repita. Para isso servem as aulas, os livros e todo o mundo com que se tem contato em uma universidade. E a máxima continua e estará sempre valendo: "conhecimento NUNCA é demais".