sexta-feira, 17 de abril de 2009

Bas-fond virtual, ops, viral!


De tempos para cá, o chamado "Marketing Viral" ganhou destaque no mundo da comunicação. Parece-me que as pessoas descobriram que mais eficaz que espalhar uma idéia, é passá-la através dos canais certos, para as pessoas certas e deixá-la tomar força para que se multiplique por si só.

O fato é que nada é tão antigo quanto o nosso querido viral. Basta pensarmos na história da morte certa por ingestão de manga com leite, criada na época da escravatura e repetida por nossos avós até hoje ou lembrar da época de colégio na qual cada turma tinha pelo menos uma boca frouxa que se encarregava de distribuir com uma velocidade incrível qualquer notícia que chegasse aos seus ouvidos, não só através das próprias palavras, mas pela forma como divulgava a informação, o que deixava os seus receptores indefesos diante da vontade de repassar a pauta para alguém que lhes cruzasse o caminho. A diferença é que hoje, com o avanço dos veículos eletrônicos, a informação tornou-se tão veloz que se alguém se arrepende de haver divulgado uma informação qualquer, é tarde, o estrago já está feito. Daí, os olhares espertos de quem busca alternativas cada vez mais eficazes para alcançar o seu público-alvo captaram a capacidade que o ser humano possui de armazenar e disseminar com mais facilidade aquelas informações que são de seu interesse.

O que se conceitua nos dias de hoje como uma das poderosas ferramentas de marketing é nada mais nada menos que a nossa querida fofoca, o boca-a-boca, bas-fond, babado, só que organizado, pensado e com propósito, mesmo que isto não esteja explícito.

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